Privatização da <i>ANA</i> seria um desastre
Os trabalhadores comunistas do aeroporto de Lisboa reagiram, em comunicado distribuído aos seus colegas de trabalho, ao anúncio da intenção de privatizar a ANA, feito pelo Governo no início do mês. Nesse comunicado, a célula do Partido considera esta operação um desastre para os trabalhadores e para o País.
Para os comunistas, a privatização será vantajosa, mas para os grupos económicos que a reivindicam. Mas, prosseguem, o País é «muito mais do que meia dúzia de grandes accionistas da Mota Engil ou da Sonae». Para os trabalhadores da ANA, esta operação significará «despedimentos, redução de salários, diminuição de direitos, aumento da exploração», alertam. Mesmo que agora se prometa o oposto.
Os aeroportos, lê-se no comunicado, são um importante instrumento para a dinamização económica. Com a privatização, passariam a estar sujeitos à «lógica do lucro dos detentores do seu capital, mesmo que à custa de outras actividades estratégicas para a economia nacional, como a TAP e o Turismo».
Para os comunistas, a «vida já provou» que o capital nacional não tem capacidade para um negócio desta envergadura, pelo que será o capital estrangeiro e os seus objectivos a determinar «mais um sector estratégico para o desenvolvimento do País». O próprio administrador da TAP, Fernando Pinto (pessoa insuspeita de «ideias socializantes»), já afirmou publicamente que a entrega deste monopólio ao sector privado apresenta enormes riscos para a TAP. E, acrescentam os comunistas, para todo o sector da aviação civil e para o País. No próximo dia 24, o PCP promove na Assembleia da República uma audição parlamentar sobre o transporte aéreo onde serão debatidas estas e outras questões.
Para os comunistas, a privatização será vantajosa, mas para os grupos económicos que a reivindicam. Mas, prosseguem, o País é «muito mais do que meia dúzia de grandes accionistas da Mota Engil ou da Sonae». Para os trabalhadores da ANA, esta operação significará «despedimentos, redução de salários, diminuição de direitos, aumento da exploração», alertam. Mesmo que agora se prometa o oposto.
Os aeroportos, lê-se no comunicado, são um importante instrumento para a dinamização económica. Com a privatização, passariam a estar sujeitos à «lógica do lucro dos detentores do seu capital, mesmo que à custa de outras actividades estratégicas para a economia nacional, como a TAP e o Turismo».
Para os comunistas, a «vida já provou» que o capital nacional não tem capacidade para um negócio desta envergadura, pelo que será o capital estrangeiro e os seus objectivos a determinar «mais um sector estratégico para o desenvolvimento do País». O próprio administrador da TAP, Fernando Pinto (pessoa insuspeita de «ideias socializantes»), já afirmou publicamente que a entrega deste monopólio ao sector privado apresenta enormes riscos para a TAP. E, acrescentam os comunistas, para todo o sector da aviação civil e para o País. No próximo dia 24, o PCP promove na Assembleia da República uma audição parlamentar sobre o transporte aéreo onde serão debatidas estas e outras questões.